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BRASILEIRAS AGUARDAM O VIAGRA
FEMININO |
| As brasileiras têm, em média, três relações sexuais por semana. O desejo e o prazer, porém, não vêm na mesma intensidade. Pelo menos metade das brasileiras apresenta algum tipo de disfunção sexual, segundo uma recente pesquisa divulgada pelo Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (ProSex). Apesar de ainda não existir um tratamento aprovado pelas instituições de saúde para combater os problemas sexuais femininos, sobram estudos. O Viagra feminino, por exemplo, que possui o mesmo princípio ativo do masculino, o sildenafil, está previsto para chegar ao mercado brasileiro em 2005. A substância age diretamente no clitóris, que é um componente estimulante para o orgasmo. O seu principal mecanismo de ação promove a vasodilatação pélvica da genitália externa. Outra alternativa para as mulheres que sofrem da disfunção e não querem esperar pela versão é o uso, sob recomendação médica, de um antidepressivo que também atua nas vias sexuais do cérebro. A substância é a bupropiona. De acordo com uma das autoras da pesquisa, a psiquiatra Carmita Abdo, as disfunções na mulher causam frustração, perda da auto-estima e podem precipitar um processo depressivo. Esses sintomas podem, ainda, refletir
na produtividade do trabalho, no lazer e até no relacionamento
com a família', afirma. Para a empresária Josely de Oliveira,
30 anos, o uso da bupropiona resgatou a sua libido. "Minha vida sexual
sempre foi satisfatória. Mas, há quatro anos, deixei de
atingir o orgasmo. Eu tinha relações e não sentia
nada. Agora, estou renovada", diz. |