SOLIDÃO
 
 

Geraldo de Azevedo

 

Nas horas de solidão,
quando me vem a lembrança
de teu rosto de criança,
eu penso naquelas horas
que o meu pensamento alcança.

Você ficava sem geito
acuada em teu canto
pensando no que dizer
soprando em mim teu encanto.

Daquelas horas, me lembro,
o coração dava saltos
nos dois lados do écran
a saudade batendo forte,
me traz a tona a lembrança
das madrugadas insones.