Eu estava num baile curtindo a música, me divertindo para valer com os casais dançando alegremente no salão. De repente, uns "olhos azuis" acompanhados de um homem muito simpático e inteligente me convidaram para dançar. Conversa vai, conversa vem e lá estávamos nós dançando juntinhos, falando sem parar sobre os mais diversos assuntos. Depois fomos tomar um cafezinho para nos conhecermos melhor, como ele havia me proposto. Mas o gentil e apressado cavalheiro foi bem além desta sua inocente proposta: acabou me roubando alguns beijos, me pedindo em namoro, me convidando amanhã para ir ao cinema de tarde, e comer comida chinesa à noite.
Gostei da sua companhia, do seu jeito inusitado de dirigir, segurando com uma mão a direção e com a outra,a minha mão. Gostei de ouvir ele falar que o nosso destino já estava traçado, pois ele sabia que eu era um presente de Deus. Mas eu só queria poder agora acreditar que o amor não vai me visitar só por uns tempos que, desta vez, ele tem a intenção de fazer casa no meu coração. Que ele não vai mentir, nem fugir como das outras deixando-me e decepcionada.
Vamos assitir o filme de Laís Bodanzky "Chega de saudade".Vamos sair por aí de mãos dadas, iniciando uma nova história de amor, com pouca ou muita dor; não dá para saber isso agora. Porque a vida não é como um livro, onde se pode ler primeiro o final para só depois decidir, se lemos ou não o livro todo. A vida só pode ser lida e vivida pelo começo; aos poucos, momento a momento...
Aldina Ferraz Santos |