Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a
sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida,
em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos
que nos prendem a Deus.
Por
enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas
por detentoras de mandato essencialmente religioso.
Os
católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes
o apostolado.
Os
protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações
mais completas do culto.
Os
espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações
de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem
constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis. Urge considerar,
porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana,
é dever de todos os homens, indistintamente.
Cada
criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos
espirituais na Terra.
O
comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade. O administrador
permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.
O
servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação. As mães e
os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação
e devotamento.
O
carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar. O cientista
vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.
O
cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio. Todos os homens
vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza
divina.
Usufrutuários
de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades
presentes, negociando com os valores do Senhor.
Em
razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar
teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados
no mundo.
Emmanuel
(Do livro: Vinha de Luz - Editora: Federação Espírita Brasileira) |