Se
os cristãos de todos os tempos encontraram dolorosas situações de perplexidade
nas estradas do mundo, é que, depois dos apóstolos e dos mártires, a
maioria tem cooperado na divulgação de falsos sentimentos, com respeito
ao Senhor a que devem servir.
Como
o Reino do Cristo ainda não é da Terra, não se pode satisfazer a Jesus
e ao mundo, a um só tempo. O vício e o dever não se aliam na marcha
diária.
Que
dizer de um homem que pretenda dirigir dois centros de atividade antagônica,
em simultâneo esforço?
Cristo
é a linha central de nossas cogitações.
Ele
é o Senhor único, depois de Deus, para os filhos da Terra, com direitos
inalienáveis, porquanto é a nossa luz do primeiro dia evolutivo e adquiriu-nos
para a redenção com os sacrifícios de seu amor.
Somos
servos dEle. Precisamos atender-lhe aos interesses sublimes, com humildade.
E, para isso, é necessário não fugir do mundo, nem das responsabilidades
que nos cercam, mas, sim, transformar a parte de serviço confiada ao
nosso esforço, nos círculos de luta, em célula de trabalho do Cristo.
A
tarefa primordial do discípulo é, portanto, compreender o caráter transitório
da existência carnal, consagrar-se ao Mestre como centro da vida e oferecer
aos semelhantes os seus divinos benefícios. |
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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade
e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 142. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.
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