Quando
estudamos a lição dos trabalhadores da última hora, nas páginas divinas
do Evangelho, recordamos que, realmente, trabalhando, é possível alcançar
todas as realizações que nos propomos atingir.
Trabalhando,
o coração empolgado pelo desânimo, pode converter, de imediato, as trevas
da amargura em claridades imperecíveis de alegria e esperança.
Trabalhando,
a criatura frágil, se fortifica, pouco a pouco, dominando o campo em
que respira, vivendo e trabalhando, a mente atacada pelo veneno do ódio
ou da desesperação, encontra recursos para compreender as próprias lutas,
com mais clareza, aprendendo a transformar revolta e fel em paciência
e perdão.
Trabalhando,
a alma isolada pela discórdia, pode surpreender a abençoada luz da harmonia
e da paz, depois de longas noites de conflito e agonia.
Trabalhando,
o mau se faz bom, o adversário se transforma em amigo, o infeliz atinge
a casa invisível e brilhante do eterno júbilo.
Guardemos
a palavra de Jesus e trabalhemos sempre na extensão do bem.
O
livro ou tribunal, a enxada ou a semente aguardam nossos braços, tanto
quanto os sábios e os ignorantes esperaram por nossa cooperação cada
dia.
Fujamos
as sombras densas e guerras escuras do nosso próprio "eu", devotando-nos
ao serviço de Deus, na pessoa e nos círculos dos nossos semelhantes.
Plantando
a felicidade dos outros, encontraremos a nossa própria felicidade.
Um
anjo que se ponha a dormir num vale, tentado pelo perfume das flores
efêmeras, pode repousar indefinidamente nas trevas, enquanto que o aleijado
que se disponha a arrastar-se, sangrando o corpo e cobrindo-se de suor,
na subida do monte, pode alcancar glória do cimo e banhar-se de sublimes
clarões, antes dos que dormem, com graça divina da gloriosa alvorada...
Os
últimos serão os primeiros - disse o Senhor!
Em
verdade, será difícil a compreensão de semelhante ensino para nossa
lógica habitual, entretanto, se vives servindo, compreenderás que o
trabalho realmente pode operar o divino milagre. |