Noite
escura.
Em
local isolado, um rapaz de moto, errando na direção, precipitou-se nas
águas de enorme represa.
Alguns
populares correram até à casa grande em que morava um negociante que
possuia, ali mesmo, um barco magnificamente equipado.
No
entanto, ao pedido de socorro, ei-lo que responde secamente:
-
Jovens de moto? Estou cansado... Gente louca não tem jeito...
Os
amigos anônimos se voltaram no rumo de um pardieiro próximo, ocupado
unicamente por uma senhora paralítica.
A
doente não vacilou.
Emprestou-lhes
pequena lanterna, acesa a querosene.
Alguns
instantes mais e o rapaz foi visto, boiando à longa distância.
Dois
homens se atiraram às águas e trouxeram-no desmaiado para a terra.
O
comerciante, porém, - aquele mesmo que se negara a cooperação,- viera
até a orla do lago, simplesmente para ver.
Mas,
inclinando-se para o jovem que respirava, a salvo, no socorro improvisado
que recebia, começou a gritar em desespero:
-
É meu filho!... Ah! meu filho, meu filho!... |