Não
é preciso morrer na carne para conhecer a lei das compensações.
Reparemos
a luta vulgar.
O
homem que vive na indiferença pelas dores do próximo, recebe dos semelhantes
a indiferença pelas dores que lhe são próprias.
Afastemo-nos
do convívio social e a solidão deprimente será para nós a resposta do
mundo.
Se
usamos a severidade para com os outros, seremos julgados pelos outros
com rigor e aspereza.
Se
praticamos em sociedade ou em família a hostilidade e a aversão, entre
parentes e vizinhos encontraremos a antipatia e a desconfiança.
Se
insultamos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegar-nos-á à
inaptidão.
Um
gesto de carinho para com o desconhecido na via pública granjear-nos-á
o concurso fraterno dos grupos anônimos que nos cercam.
Pequeninas
sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria.
O
trabalho bem vivido produz o tesouro da competência.
Atitudes
de compreensão e gentileza estabelecem solidariedade e respeito, junto
a nós.
Otimismo
e esperança, nobreza de caráter e puras intenções atraem preciosas oportunidades
de serviço, em nosso favor.
Todo
dia é tempo de semear.
Todo
dia é tempo de colher.
Não
é preciso atravessar a sombra do túmulo para encontrar a justiça, face
a face. Nos princípios de causa e efeito, achamo-nos incessantemente
sob a orientação dela, em todos os instantes de nossa vida. |