Indubitavelmente,
não basta apreciar os sentimentos sublimes que o Cristianismo inspira.
É
indispensável revestirmo-nos deles.
O
apóstolo não se refere a raciocínios. Fala de profundidades.
O
problema não é de pura cerebração. É de intimidade do ser. Alguém que
possua roteiro certo do caminho a seguir, entre multidões que o desconhecem,
é naturalmente eleito para administrar a orientação.
Detendo
tão copiosa bagagem de conhecimentos, acerca da eternidade, o cristão
legítimo é pessoa indicada a proteger os interesses espirituais de seus
irmãos na jornada evolutiva; no entanto, é preciso encarecer o testemunho,
que não se limita à fraseologia brilhante. Imprescindível é que estejamos
revestidos de "entranhas de misericórdia" para enfrentarmos, com êxito,
os perigos crescentes do caminho.
O
mal, para ceder terreno, compreende apenas a linguagem do verdadeiro bem;
o orgulho, a fim de renunciar aos seus propósitos infelizes, não entende
senão a humildade.
Sem espírito fraternal, é impossível quebrar o escuro estilete do egoísmo.
É necessário dilatar sempre as reservas de sentimento superior, de modo
a avançarmos, vitoriosamente, na senda da ascensão.
Os espiritistas sinceros encontrarão luminoso estímulo nas palavras de
Paulo.
Alguns companheiros por certo observarão em nossa lembrança mero problema
de fé religiosa, segundo o seu modo de entender; todavia, entre fazer
psiquismo por alguns dias e solucionar questões para a vida eterna, há
sempre considerável diferença.
Emmanuel
(Do livro: "Vinha de Luz" - Editora: FEB) |