A
indicação do grande apóstolo, para que tenhamos dias felizes, parece
extremamente simples pelo reduzido número de palavras, mas revela um
campo imenso de obrigações.
Não
é fácil apartar-se do mal, consubstanciado nos desvios inúmeros de nossa
alma através de consecutivas reencarnações, e é muito difícil praticar
o bem, dentro das nocivas paixões pessoais que nos empolgam a personalidade,
cabendo-nos ainda reconhecer que, se nos conservarmos envolvidos na
túnica pesada de nossos velhos caprichos, é impossível buscar a paz
e segui-la.
Cegaram-nos
males numerosos, aos quais nos inclinamos nas sendas evolutivas, e acostumados
ao exclusivismo e ao atrito inútil, no desperdício de energias sagradas,
ignoramos como procurar a tranqüilidade consoladora. Esta é a situação
real da maioria dos encarnados e de grande parte dos desencarnados que
se acomodam aos círculos do homem, porque a morte física não soluciona
problemas que condizem com o foro íntimo de cada um.
A
palavra de Pedro, desse modo, vale por desafio generoso.
Nosso
esforço deve convergir para a grande realização.
Dilacere-se-nos
o ideal ou fira-se-nos a alma, apartemo-nos do mal e pratiquemos o bem
possível, identifiquemos a verdadeira paz e sigamo-la. E tão logo alcancemos
as primeiras expressões do sublime serviço, referente à própria edificação,
lembremo-nos de que não basta evitar o mal e sim nos afastarmos dele,
semeando sempre o bem, e que não vale tão-somente desejar a paz, mas
buscá-la e segui-la com toda a persistência de nossa fé. |