Não param de ocorrer
casos e informações (verídicas, em sua maioria, posto que são reconhecidas
pelos fornecedores) sobre mal funcionamento de programas deste tipo,
que podem permitir aos invasores que atuem da forma como quiserem.
Tomamos conhecimento, recentemente, de um caso onde um invasor aproveitou-se
de um "furo" (mal funcionamento) de um servidor de impressão
de um sistema Unix, que havia sido informado num arquivo de atualização,
em versão posterior. O atacante pôs-se a procurar um sistema que funcionasse
à base daquela versão do Unix, conseguindo encontrá-la após alguma
pesquisa. O "furo" consistia numa operação inválida que
o permitia ter acesso à funções privativas do sistema operacional,
ao alcance do super-usuário.
De posse destas funções, sucessivamente, instalou ali um servidor
de "chat" que visava atender - às custas do processamento
em máquina alheia - às suas conversas com amigos. O servidor, após
muitos problemas de atendimento aos seus reais usuários, foi recuperado
com a eliminação do programa de "chat", reinstalado em seqüência
pelo invasor. Na segunda desinstalação, este aproveitou novo acesso
à máquina conectada para destruir arquivos e avariar a instalação
do sistema de forma irrecuperável, levando à parada do sistema e consequentes
prejuízos.
Vemos, noticiado na imprensa, constantemente que a versão X do servidor
ou cliente Y, possui uma falha de segurança - através da qual um atacante
ou invasor poderia se servir para perpetrar seus crimes - reconhecida
pelo fabricante, que já teria disponibilizado sua correção em seu
site. Este tipo de comportamento não deve ser visto como habitual,
as questões de violação de segurança são críticas e como tais devem
ser relevadas